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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Calma

A
Alma acalma a alma in-calma.
E a alma in-calma acalmada pela Alma Calma, acalma o carma de outras almas in-calmas,
num eterno e anímico influxo
de
Serenidade
e
Calma...

- Jorge Pi


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Mais... Ou menos?!

Algo mais é sempre mais do que algo mais. Mas, algo mais ou menos nunca é mais, ou menos, do que mais ou menos. Mais é menos, se menos for mais. Menos, quando mais, sendo menos, for mais ou menos. Pois, mais ou menos é tudo, menos mais, ou menos. Na verdade, mais ou menos não é mais, ou menos, por justamente ser mais ou menos. Mas, se, em vez de mais ou menos, for mais e menos, mais ou menos deverá ser, em verdade: nem mais, nem menos!

- Jorge Pi

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Saudade

Saudar à saúde da ideia de uma ida idade que já não é, apesar de que, por pura, solitária e subjetiva teimosia, nunca deixará de existir...

- Jorge Pi

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Angelitude

Angelitude é a mais alta expressão da humanidade; desde que se seja humano, de verdade!

- Jorge Pi

Distâncias...

Distâncias reúnem distantes com finos fios de instâncias de ânsias. Destoam-se, destarte discórdias, distâncias, por estarem, num instante, à distância. De estar em estar, distintos estados distraem distâncias.

- Jorge Pi

terça-feira, 3 de abril de 2018

Paraísos

Todo paraíso é chato! E todo fruto do Conhecimento sempre nos revela um paraíso mais alargado, menos distanciado do ideário do Paraíso Verdadeiro. Até que o pequeno grande provisório paraíso conquistado se torna chato, mais uma vez... É quando chega a hora de seguir viagem rumo a uma nova conquista. Assim, de paraíso em paraíso, o peregrino dos paraísos perdidos começa a sentir SAUDADE do primeiro dos paraísos conquistados... Mas, saudade, não do primeiro paraíso, em si. E, sim, daquela atitude ingênua e reconfortante de achar que o Paraíso está logo ali!

- Jorge Pi

domingo, 25 de março de 2018

A Liberdade de Ser Bom

Toda liberdade assusta, pois nos tira de alguma zona de conforto. Ansiamos por ela, aprisionando-nos, no entanto, ao já estabelecido, como se nos nutríssemos dialeticamente do contraditório e da dualidade. Como se, diante de um espelho repleto de uma diferente configuração de nosso próprio reflexo, vivêssemos em estado de suspensão vivencial, destituídos da necessária coragem de nos tornarmos aquilo que já somos, sabido apenas pela nossa subjetiva forma de nos suportarmos e de nos reconhecermos, verdadeiramente. Então, a liberdade de sermos bons equivale ao nos desnudarmos. E coramos nossa face, bem como as faces alheias. Mas, de espanto em espanto, que sejamos Revelação, deveras! Pois, que também saibamos respeitar os diversos e mui estranhos libertares das bondades alheias.

- Jorge Pi


quarta-feira, 21 de março de 2018

Cemitério dos Prazeres

Macabro? Sinistro? Aterrorizante? Sim, exceto se nos rendermos à simples verdade de que somos a própria morte fantasiada de vida! Aliás, nós não somos a morte, pois ela é meramente um Portal. Vivos, no entanto, precisamos morrer, a cada exalação, para permanecermos no mundo. E, a cada nova inalação, uma nova perspectiva se nos abre para percorrermos a Estrada que, um dia nos levará à Luz Maior, quando de nossa última exalação. E, assim, entre inalares e exalares sucessivos e aparentemente perenes, vamos nos banhando da maravilhosa experiência de sermos humanos transeuntes à procura de Sentido e Realização Ontológicos. Então, de busca em busca, enfim haveremos de, um dia, depararmo-nos conosco mesmos diante daquilo que se costuma esquivar, mas que nos é a todos, irremediavelmente, inevitável: o instante da morte. Cemitérios, portanto, são campos semeados. E nós, então, seremos simples sementes da Vida!

- Jorge Pi


quinta-feira, 15 de março de 2018

Grande Ser - Quantas Veredas...

"Viver é muito perigoso..." E, a cada pequeno ciclo respiratório, inalamos, retemos e exalamos as entranhas pneumáticas de toda a vida. O perigo, no vivermos, não está na morte, mas na própria vida. Todavia, o segredo é se viver completamente atento àquilo tudo que nos rodeia, concretamente. Então, o medo não nos subjuga e prevalece um sentimento de paradoxal completude a nos convidar ao Grande Ágape do Saborear da Eternidade!

- Jorge Pi
Entrevista dada por Antônio Cândido sobre a obra de…

Solitude

Mesmo quando estamos acompanhados, se 'repararmos' bem, poderemos perceber que estaremos sozinhos. O problema é como 'reparamos'... 'Reparar' é tomar consciência de si, apesar do forte apelo ao nos liquefazermos, aderindo a uma condição híbrida de sermos e não sermos diante do(s) outro(s), por, simplesmente,  projetarmo-nos à projeção de realidade, através da qual o(s) outro(s) nos capturam, no Fenômeno Humanidade. Aliás, mesmo quando estamos a sós, se não nos pomos a 'nos reparar', ainda não estaremos 'conosco mesmos'. Estaremos com um 'outro', que automatamente vive a se fazer passar por nós próprios, todo o tempo. Pois o "nós" aqui referido, trata-se do Ser Verdadeiro que Somos e que, sufocado pelas artimanhas do nosso pequenino ego, aguarda e aguarda o momento em que haveremos de nos predispor a lhe direcionar a nossa Atenção Plena. E, quando dirigirmos a Atenção para a sua Silente Presença, em nós, 'reparando-nos', Ele haverá de sorrir com um riso puro de criança, pegar-nos-á pela mão e nos levará a uma aventura axial repleta de magnificência e da mais completa e genuína Liberdade!

- Jorge Pi

Ar... Pá!

Harpa. Ar para parir sons! Ar pára, ondula, transita entre um e outro dedilhar as cordas, num comboio de arcos lançando flechas sonoramente harmoniosas que se fazem aves-notas e se vertem em música da mais pura e diáfana melodia. Ar... Pá!

- Jorge Pi


segunda-feira, 12 de março de 2018

Tabernáculos...

Tabernáculos... Tabernas de Oráculos! Cristãs, mas oraculares... Oraculares, pois orações seculares as habitam, transitam por seus Altares, permeiam-nas de Brilho e Graça! E, além do mais, são lindas Capelinhas com risos em suas fachadas, quão anjos que se desdobram, doando-nos Sacralidade.

- Jorge Pi



Os Manuscritos Medievais

Muita arte e técnica envolvidas. Trabalho de monge. Em solitário deleite contemplativo, artesanalmente, o bastão da Cultura foi-nos ofertado como uma Rosa de Saron ou como um Lírio dos Vales: repleto de Força, Sabedoria e Beleza.

- Jorge Pi


sexta-feira, 2 de março de 2018

Revoar

Sentimento de exílio pode dar inspiração. Sentimento que inspira um exilado coração. Coração buscando asilo na ditosa inspiração. Então, bate uma saudade de palmeiras-sabiás. Sábias que são lembranças: pousam, cantam e nos encantam. Gorjear uma saudade; revoar numa canção.

- Jorge Pi

Poemas do poeta da 'canção do exílio' Gonçalves Dias
REVISTAPROSAVERSOEARTE.COM|POR PROSA, VERSO E ARTE

quinta-feira, 1 de março de 2018

Estrada do Sol... Jobim - Duran - Dos Santos – Regina

Que música linda, meu Deus! Ela se propaga, límpida, pelo ar. Suavemente, tem a força das Eras por vir, assim como dos Éons Inefáveis que ainda vibram em nossas almas de incansáveis viajores, na Estrada da Evolução do Ser! Tocando, de leve, os nossos ouvidos, faz-nos encontrar a Paz Verdadeira, ao menos provisoriamente. E, de audiência em audiência, degustamos a nós mesmos, no mais recôndito da sacrossanta ambiência cardíaca, num vislumbre antecipatório de nossa tão almejada Auto Realização Ontológica, no âmbito da Música das Esferas!

- Jorge Pi





Neste último vídeo, voz:

Fernando Janson

Deus!

Deus não "existe". Deus "É"! Deus não é Deus. Ele é "Sou o Que Sou". Sendo o que "É", incomensuravelmente Incognoscível, "É" somente para Si, considerando-se este "Si" o mais irremediável Mistério para "nós". Nada a ver com o humano desejo de Transcendência do Humano. Mas, as Leis Cósmicas "Existem" e dão possibilidade de nos harmonizarmos (ou não!) com Elas. Elas são nossa mais aproximada forma de fazer valer o surgimento, em nossa consciência humana, do ancestral conceito de Deus(es), em proporção direta com nossa sintonia, ou alheamento relativo. Aquilo que se convenciona chamar de Felicidade, enquanto experiência, é um artifício de tradução de nossa comunhão pessoal com esta Categoria chamada Deus. Pragmaticamente, faz-se necessário nos auto "libertar" para, verdadeiramente, "Ser" no "Ser"!

- Jorge Pi

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A Ofélia...

Pessoa incumbe a Campos tarefa inóspita de dar um "não" a Ofélia Queiroz, através de uma "carta-vale(n?!)te". Mas, se Pessoa não está em pessoa, na dissimulada missão do não-pessoa Campos de se fazer a pessoa representante de Fernando, então, pessoalmente, indago se D. Ofélia tenha, de fato, recebido tal missiva. E, se a recebera, talvez tenha duvidado das razões e intenções daquele astucioso Eng.° Naval, pondo-o sob suspeita; pois, como garantir que Fernando, em pessoa, tenha lhe solicitado tão árdua missão, de fato, já que quem escreve e assina é apenas uma fictícia "persona", apesar de real, do ponto de vista literário?! Quiçá tenha sido um "sim" disfarçado num seu heterônimo "não", de tal sorte que a "dúvida", traduzida em esperança, apontasse para um "talvez, quem sabe, um dia..."! Ou, não?!

- Jorge Pi



Carta a Ofélia Queiroz - 25 de Setembro de 1929:

Exma. Senhora D. Ophélia Queiroz,

Um abjecto e miserável indivíduo chamado Fernando Pessoa, meu particular e querido amigo, encarregou-me de comunicar a V. Ex.ª — considerando que o estado mental dele o impede de comunicar qualquer coisa, mesmo a uma ervilha seca (exemplo da obediência e da disciplina) — que V. Ex. ª está proibida de:
(1) pesar menos gramas,
(2) comer pouco,
(3) não dormir nada,
(4) ter febre,
(5) pensar no indivíduo em questão.

Pela minha parte, e como íntimo e sincero amigo que sou do meliante de cuja comunicação (com sacrifício) me encarrego, aconselho V. Ex.ª a pegar na imagem mental, que acaso tenha formado do indivíduo cuja citação está estragando este papel razoavelmente branco, e deitar essa imagem mental na pia, por ser materialmente impossível dar esse justo Destino à entidade fingidamente humana a quem ele competiria, se houvesse justiça no mundo.

Cumprimenta V. Ex. ª

Álvaro de Campos
eng. Naval

25/9/1929
ABEL

Carn-aval...

Carnaval. Carne: aval. Vale de lágrimas tornado sorrisos. Só risos insanos, pois n'Alma há ressalvas pro aval que há na carne. Ressalvas repletas de cinzas vindouras: na quarta, a quaresma é quem flerta, em alerta: pra quê tanto riso?! Pesar é preciso!

- Jorge Pi


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Uma Pedra...

Turvar é obnubilar e, obnubilar, é adulterar. Adúltero - ad-útero... Adultério é parar de parir, no sentido mais amplo de negação da "paridade"; ou seja: abortar! Natimorto. Equivale a não ter tido a chance de, sequer, morrer, por não haver nascido. Apesar de que, nascer, já é morrer! Então, de uma forma ou de outra, pedras sempre serão atiradas... Cumpre-nos, tão-somente, saber esquivar!

- Jorge Pi




Atiraste Uma Pedra

(Herivelto Martins/David Nasser)

Atiraste uma pedra no peito de quem só te fez tanto bem
E quebraste um telhado, perdeste um abrigo
Feriste um amigo
Conseguiste magoar quem das mágoas te livrou
Atiraste uma pedra com as mãos que essa boca 
Tantas vezes beijou
Quebraste um telhado 
Que nas noites de frio te servia de abrigo
Perdeste um amigo que os teus erros não viu 
E o teu pranto enxugou

Mas acima de tudo atiraste uma pedra 
Turvando esta água
Esta água que um dia, por estranha ironia
Tua sede matou
Atiraste uma pedra no peito de quem
Só te fez tanto bem

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Igreja de Santa Maria de Belém - Mosteiro dos Jerônimos

Gótico! Chão-terra. Céu-ar. Colunas de fogo hidratando nuvens que rodopiam no céu! Do Oeste, vê-se o Leste! Este Maravilhoso Ponto Focal Templário que une, em perspectiva, Terra-Água-Fogo-Ar!

- Jorge Pi

Fotografia capturada na Net


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O Segredo

Se os olhos são as janelas da alma, o olhar é o debruçar da potência anímica diante das inúmeras perspectivas que se lhe oferecem, como possibilidades. O segredo está no foco da atenção.

- Jorge Pi

sábado, 27 de janeiro de 2018

Refletindo...

Nada é o que parece. Todos sabem. Mas, nem todos sabem que sabem. Saber que se sabe é um ato reverencial à circunstancialidade do próprio saber. Faz parte. Mas, depende do querermos dar um passo à frente, na direção certa! E ela deve estar provida da necessária serenidade para que se tenha o bom senso de não se escolher precipícios, ao invés de superfícies firmes, propícias para o repouso final do aventureiro pé que se lança a delinear um simples, mas tão importante, passo. Senão, seria instaurada a consubstanciação da desrazão, contrária a todo o intento que se proponha lúcido e, indubitavelmente, genuíno.

- Jorge Pi

Metade

Metade é um tipo de inteireza
que necessita de outra de igual proporção
pra se descobrir completude.

- Jorge Pi

Escada para o Céu

O Velho, de lamparina na mão, recorda, em plena luz do dia, as negras noites da vida, pelas quais se embrenhou, no passado. Tudo é uma densa névoa. Ele bem o sabe. No entanto, em meio a toda a sua angústia de se reconhecer limitado, quase desapercebida, há uma fina certeza de que valeu a pena ter vivido; malgrado as cicatrizes insistam em lhe atestar o contrário. É que, por detrás da dor, o amor resplandece, vívido, incólume e sempre repleto de uma invulgar perenidade. E o coração é seu esconderijo favorito: um cadinho de solidão, no qual a transmutação acontece...

- Jorge Pi

Aula

Que maravilhosa aula! Suassuna assina, primorosamente, um dos capítulos mais lindos de nossa tão mal-tratada história: sua própria vida. Ele não morreu; nunca morrerá, ficará eternamente "encantado", como um João Grilo que, em sua aparente ingenuidade, dá-se-nos em astúcia e na mais imodesta manifestação de sabedoria.

Jorge Pi

Assim...

Assim: "...e fumos pro meio da rua apreciar a demolição..." Mas, demolição é destruição. No entanto, quem disse que "aquela" maloca seria destruída?! Joca, Maranhão... A turma toda iria levá-la, intacta, por toda a vida, em seus corações! Aliás, em todos os corações que se solidarizam com esta formidável declaração de amor por uma saudosa maloca que também é nossa, "...dindi donde nóis passamo dias feliz de nossas vida"! Joguemos as cascas da dor pro ar, que saudade é um jeito de reviver, poeticamente, aquilo que, já não mas sendo, nunca irá deixar de Ser, em verdade.

Jorge Pi

sábado, 13 de janeiro de 2018

Batalha Monastery, Portugal


Não é apenas um pórtico; trata-se de um verdadeiro Portal! Quem por ele atravessa, não há de o transpor sem que em um novo ser se transforme! Magnífico!
- Jorge Pi

Valete!

Que maravilha de se ver, ouvir, transcender... Neste vídeo, o encantador encontro entre a impecável interpretação de Bethânia, o arrebatador e iniciático poema de Pessoa e a refinada melodia de Chico! Um Grande Arcano nos é, graciosa e generosamente, ofertado! Como diria Fernando, em O Encoberto: "Valete..."!

- Jorge Pi

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Piódão: uma Aldeia Portuguesa.

Cores vivas em sóbrias paredes de sobrados de pedras, saídos do chão. Portas, fachadas, janelas fechadas, telhados talhados pra ter chaminés. Antenas modernas em velhas moradas. Aldeia que passa e não passa: perpassa. No alto, um céu; ao lado, uma mata. Meus olhos são dois vigilantes atentos: há muita beleza em um só olhar!
- Jorge Pi



Doridos

Reboco caído, cantado, doído! A dor de, sem dor, doer mais que se houvesse. Ouvindo a pintura, a dor reverbera, transpondo da tela toada contida. Os olhos?! Ouvidos: soados: doridos!
- Jorge Pi

“O violeiro” (1898), uma das obras-primas do grande pintor luso-brasileiro José Ferraz de Almeida Júnior (Itu, São Paulo, 8 de Maio de 1850 — Piracicaba, São Paulo, 13 de Novembro de 1899).


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

TAROTORAT

Tarotorat... Rota de nos levar ao encontro conosco mesmos. Encontro de alguma instância na qual destinam-se nossas ações. Karma que se faz Dharma, por puro Graça, com Livre Arbítrio. Caminho de Caminhar: estrada passa, caminhante fica; caminhante passa, estrada fica.

- Jorge Pi

domingo, 17 de dezembro de 2017

Piazzottango

Piazzolla libertando o Tango... Tanto e tão lindamente que nos deixa tontos com tamanha proficiência no libertar! Libertango seja o verbo que nos livra da maldição de estarmos tontos, por não sabermos, tanto, o Tango, libertangozar!


- Jorge Pi


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Alma

Alma: mala de experiências e desejos... Desejos, vez por outra, insuspeitamente inadequados... Mas é que a alma não tem idade; tem a possibilidade da 'ida de' um sonho a outro, soltamente acorrentada à frágil liberdade de ter que se adequar às convenções e aos padrões que ditam regras à felicidade. Regras são réguas: mensuram distâncias, definem trajetos, limitam sequências... Alma, alma! Alma fica, lava e queima corpo que passa...

- Jorge Pi

Corpo

O corpo é dor. Há dor por demais em forma de ossos e musculaturas diversas. Em cada reentrância carnal, uma agonizante ternura de se saber doída. Tonificantemente, dolorida é a incompenetrabilidade que caracteriza a soma dos adstringentes motivos de não se deteriorar. E, numa conspiração mui nervosa, estabelece-se a dor que se expressa em sinapses contidos em mil formas completamente neurais de interpretar o sentir. Aliás, somente sentindo a dor com o necessário ardor é que nos é dado o torpor que nos permite o transpor. Com dor ou sem dor, pôr cor e sabor!

- Jorge Pi

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Desatar...

Ser um espectador de si mesmo!
Parece simples e óbvio...
Mas, bem distante de nossas realidades pessoais!
O mais das vezes somos sonhos de outros sonhares...
Coragem de enfrentar a nós mesmos, falta-nos, corriqueiramente...
Urge o sermos nós mesmos, em vez do termos a aparência do sermos nós mesmos!
Nós de nós próprios: precisamos nos desatarmos daquilo que não somos.

- Jorge Pi

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Lembrança...

Lembrança é esquecimento que se esquece de esquecer que lembrar nos faz lembrar de lembrar de não esquecer...

- Jorge Pi

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Sinal Fechado

Sinal fechado, vermelho, suspenso... Numa suspensão inexoravelmente perene, enquanto não surge uma verde e esperançosa alegria de outro raiar da libertadora experiência de uma nova razão para seguir, com renovado entusiasmo, pela "longa estrada da vida"...

- Jorge Pi



Caminhar

Caminhar!!! ...
Conjugar Caminhos:
Caminho... Caminhas... Caminha... Caminhamos... Caminhais... Caminham...
Conjurar Caminhos?! Con-julgar Caminhos?!
Caminhar sozinho?! Caminhar, juntinho?!
Caminhar sem pressa!
Acordar Caminhos...
Espiar Caminhos...
Esquecer Caminhos...
Percorrer Caminhos...
Inventar Caminhos...
Socorrer Caminhos...
Degustar Caminhos...
Demonstrar Caminhos...
Aprender Caminhos...
Contrapor Caminhos...
Partilhar Caminhos...
Reviver Caminhos...
Celebrar Caminhos...
Aplainar Caminhos...
E, de tanto Caminhar...
T r a n s c e n d e r Caminhos!


- Jorge Pi

Pretérito Pretexto

Futuro do pretérito é-nos um presente do passado que não há de se atualizar, jamais; sob pena de, em se atualizando, ter que se tornar, irremediavelmente, um desventurado passado que não persiste em memória alguma; a menos que, em pretérito pretexto, insista em se camuflar de qualquer mais que perfeito esforço de ser perenemente lembrado como algo que, não-sendo, diz-se do que já foi, um dia...

- Jorge Pi

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Até que um dia...

É na subjetividade do nosso mundo onírico que gestamos a nós mesmos, parindo-nos, aos poucos, a cada despertar matinal... Até que, um dia, damo-nos por completo à Eternidade, numa abortiva e reversa forma de nos realizarmos, naquilo que se convencionou chamar, equivocadamente, de morte.

- Jorge Pi

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Onde Estás?!

Vai idade, vem idade... Venham, idades; ide, idades! Datas idas, datas vindas! Datas lindas, d'atas lidas, relembradas, festejadas, preservadas em caixinhas de saudades salutares... Datas muitas, resolvidas: mal vividas, bem vividas! À medida que lembradas: revividas, repassadas. À medida que esperadas: ansiadas, aguardadas. E, em meio, somos pontos desejando o sermos linha, cultivando o sermos plano, aspirando o sermos sólido: tetraedro, tetraedro, onde estás, que te buscamos?!

- Jorge Pi

Mergulhar

Onde, o tempo de amar? Quando, o espaço do amor? Como?! Só amando o amar! Há um mar de amor! Não temer... Mergulhar!!!...

- Jorge Pi

Felicidade

Felicidade é um tantinho de Paraíso! E o Paraíso é integralmente expresso na mais minúscula das partes que o constituem tanto quanto em sua Totalidade... Que sua abrangência é qualitativa, numa incomensurabilidade condizente ao tempero de Eternidade que lhe dá o auspicioso sabor de um Inefável Contentamento!


- Jorge Pi

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Foto

 Foto é pretensa captura. Pois, como capturar a imponderabilidade do ser no não-ser, através do qual maquiamos em mal-disfarçada caricatura que a câmara, imitando o olho, vê, enquadra e proclama tudo aquilo que, aparentemente, constitui a silenciosa superfície das coisas?! Pois, se as coisas são vistas pela câmara ou pelo olho, deve-se ao acréscimo hibridizante da luz, que, mostrando, está, na verdade, escondendo. É quando nos vem em socorro a arte e uma certa conexão pode ser estabelecida entre objeto e sujeito, naquilo que se costuma chamar de conhecimento.

- Jorge Pi

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Perdoare

"Perdoare": DOAR DE SI! É preciso ser forte para doar de si. O apego ao que achamos que somos nos atravanca a possibilidade de sermos livres, inclusive de nós mesmos! Ser Senhor de Si, pressupõem o saber se despojar do orgulho e da vaidade... Orgulho por se julgar insubstituível e vaidade por não arredar o pé da ilusão de que o mundo existe para nos servir... Somos Servos, apenas. Sirvamos o Amor Verdadeiro, no banquete da Vida! Saiamos de nós e nos sintamos tais quais somos: pontinhos de luz, na noite do mundo! Sejamos luz, alimentados pela Luz Maior de Deus Todo Poderoso, a nos insuflar Força Vital no mais profundo do nosso miserabilíssimo coração!

- Jorge Pi

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Escândalo...

Toque num toque dum toque que toca. Toca bem fundo, infindo, surfando a felicidade de amar de verdade! Amar, combinando, cuidando, curtindo... Amar, namorando, flertando os sentidos. Sentidos dispostos a amar, sem demora! Demorando, apenas, no amar a demora de amar de mansinho a demora no amar!

- Jorge Pi

Vazio...

"É sempre bom", mesmo, "lembrar": tomar ar puro é sempre bom, que apuros são inevitáveis... Mas, viver prescinde leve estar, no levitar do cheio-vazio do transcorrer do transmutar...

- Jorge Pi



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Ser o Mano

Ser Humano... Ser o mano, em fraterna idade. Mano e humano, imune à imundície do desumano modo ter de existir. Desistir de julgar: escutar: compreender: ajudar: Amar! Amarrar os cadarços do ignorar: levantar: decidir caminhar: percorrer o Caminho: cultivar a Verdade: optar pela Vida! Vir da Vida: Viver! Vir Verdade: Crescer! Ser Caminho: Dizer: "Vinde a Mim"! Enternecer, em terno Ser. Interno, Ser: Eterno, SER!

- Jorge Pi

Uno e Verso

Universo: Uno e Verso. Versa a Unidade. Humanidade respinga na Terra, mas vem das Estrelas! Nós somos sóis diminutos e incomensuráveis. Brilhemos, soisinhos! Sozinhos?! Jamais! 😉

- Jorge Pi

Árvore-dádiva!

Árvore da Vida!
Dá-nos da Vida, Árvore-dádiva!
Arvore-se em nos dar dádiva-viva, no Ar!
Sopro "Agá"...
Gutural Sopro "H",
Agrada-nos saber que o Retorno à Unidade Primordial
Está num abraço de amor entre o belo Noivo-dia
E a linda Noiva-noite!

- Jorge Pi