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sábado, 13 de janeiro de 2018

Batalha Monastery, Portugal


Não é apenas um pórtico; trata-se de um verdadeiro Portal! Quem por ele atravessa, não há de o transpor sem que em um novo ser se transforme! Magnífico!
- Jorge Pi

Valete!

Que maravilha de se ver, ouvir, transcender... Neste vídeo, o encantador encontro entre a impecável interpretação de Bethânia, o arrebatador e iniciático poema de Pessoa e a refinada melodia de Chico! Um Grande Arcano nos é, graciosa e generosamente, ofertado! Como diria Fernando, em O Encoberto: "Valete..."!

- Jorge Pi

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Piódão: uma Aldeia Portuguesa.

Cores vivas em sóbrias paredes de sobrados de pedras, saídos do chão. Portas, fachadas, janelas fechadas, telhados talhados pra ter chaminés. Antenas modernas em velhas moradas. Aldeia que passa e não passa: perpassa. No alto, um céu; ao lado, uma mata. Meus olhos são dois vigilantes atentos: há muita beleza em um só olhar!
- Jorge Pi



Doridos

Reboco caído, cantado, doído! A dor de, sem dor, doer mais que se houvesse. Ouvindo a pintura, a dor reverbera, transpondo da tela toada contida. Os olhos?! Ouvidos: soados: doridos!
- Jorge Pi

“O violeiro” (1898), uma das obras-primas do grande pintor luso-brasileiro José Ferraz de Almeida Júnior (Itu, São Paulo, 8 de Maio de 1850 — Piracicaba, São Paulo, 13 de Novembro de 1899).


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

TAROTORAT

Tarotorat... Rota de nos levar ao encontro conosco mesmos. Encontro de alguma instância na qual destinam-se nossas ações. Karma que se faz Dharma, por puro Graça, com Livre Arbítrio. Caminho de Caminhar: estrada passa, caminhante fica; caminhante passa, estrada fica.

- Jorge Pi

domingo, 17 de dezembro de 2017

Piazzottango

Piazzolla libertando o Tango... Tanto e tão lindamente que nos deixa tontos com tamanha proficiência no libertar! Libertango seja o verbo que nos livra da maldição de estarmos tontos, por não sabermos, tanto, o Tango, libertangozar!


- Jorge Pi


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Alma

Alma: mala de experiências e desejos... Desejos, vez por outra, insuspeitamente inadequados... Mas é que a alma não tem idade; tem a possibilidade da 'ida de' um sonho a outro, soltamente acorrentada à frágil liberdade de ter que se adequar às convenções e aos padrões que ditam regras à felicidade. Regras são réguas: mensuram distâncias, definem trajetos, limitam sequências... Alma, alma! Alma fica, lava e queima corpo que passa...

- Jorge Pi

Corpo

O corpo é dor. Há dor por demais em forma de ossos e musculaturas diversas. Em cada reentrância carnal, uma agonizante ternura de se saber doída. Tonificantemente, dolorida é a incompenetrabilidade que caracteriza a soma dos adstringentes motivos de não se deteriorar. E, numa conspiração mui nervosa, estabelece-se a dor que se expressa em sinapses contidos em mil formas completamente neurais de interpretar o sentir. Aliás, somente sentindo a dor com o necessário ardor é que nos é dado o torpor que nos permite o transpor. Com dor ou sem dor, pôr cor e sabor!

- Jorge Pi

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Desatar...

Ser um espectador de si mesmo!
Parece simples e óbvio...
Mas, bem distante de nossas realidades pessoais!
O mais das vezes somos sonhos de outros sonhares...
Coragem de enfrentar a nós mesmos, falta-nos, corriqueiramente...
Urge o sermos nós mesmos, em vez do termos a aparência do sermos nós mesmos!
Nós de nós próprios: precisamos nos desatarmos daquilo que não somos.

- Jorge Pi

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Lembrança...

Lembrança é esquecimento que se esquece de esquecer que lembrar nos faz lembrar de lembrar de não esquecer...

- Jorge Pi

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Sinal Fechado

Sinal fechado, vermelho, suspenso... Numa suspensão inexoravelmente perene, enquanto não surge uma verde e esperançosa alegria de outro raiar da libertadora experiência de uma nova razão para seguir, com renovado entusiasmo, pela "longa estrada da vida"...

- Jorge Pi



Caminhar

Caminhar!!! ...
Conjugar Caminhos:
Caminho... Caminhas... Caminha... Caminhamos... Caminhais... Caminham...
Conjurar Caminhos?! Con-julgar Caminhos?!
Caminhar sozinho?! Caminhar, juntinho?!
Caminhar sem pressa!
Acordar Caminhos...
Espiar Caminhos...
Esquecer Caminhos...
Percorrer Caminhos...
Inventar Caminhos...
Socorrer Caminhos...
Degustar Caminhos...
Demonstrar Caminhos...
Aprender Caminhos...
Contrapor Caminhos...
Partilhar Caminhos...
Reviver Caminhos...
Celebrar Caminhos...
Aplainar Caminhos...
E, de tanto Caminhar...
T r a n s c e n d e r Caminhos!


- Jorge Pi

Pretérito Pretexto

Futuro do pretérito é-nos um presente do passado que não há de se atualizar, jamais; sob pena de, em se atualizando, ter que se tornar, irremediavelmente, um desventurado passado que não persiste em memória alguma; a menos que, em pretérito pretexto, insista em se camuflar de qualquer mais que perfeito esforço de ser perenemente lembrado como algo que, não-sendo, diz-se do que já foi, um dia...

- Jorge Pi

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Até que um dia...

É na subjetividade do nosso mundo onírico que gestamos a nós mesmos, parindo-nos, aos poucos, a cada despertar matinal... Até que, um dia, damo-nos por completo à Eternidade, numa abortiva e reversa forma de nos realizarmos, naquilo que se convencionou chamar, equivocadamente, de morte.

- Jorge Pi

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Onde Estás?!

Vai idade, vem idade... Venham, idades; ide, idades! Datas idas, datas vindas! Datas lindas, d'atas lidas, relembradas, festejadas, preservadas em caixinhas de saudades salutares... Datas muitas, resolvidas: mal vividas, bem vividas! À medida que lembradas: revividas, repassadas. À medida que esperadas: ansiadas, aguardadas. E, em meio, somos pontos desejando o sermos linha, cultivando o sermos plano, aspirando o sermos sólido: tetraedro, tetraedro, onde estás, que te buscamos?!

- Jorge Pi

Mergulhar

Onde, o tempo de amar? Quando, o espaço do amor? Como?! Só amando o amar! Há um mar de amor! Não temer... Mergulhar!!!...

- Jorge Pi

Felicidade

Felicidade é um tantinho de Paraíso! E o Paraíso é integralmente expresso na mais minúscula das partes que o constituem tanto quanto em sua Totalidade... Que sua abrangência é qualitativa, numa incomensurabilidade condizente ao tempero de Eternidade que lhe dá o auspicioso sabor de um Inefável Contentamento!


- Jorge Pi

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Foto

 Foto é pretensa captura. Pois, como capturar a imponderabilidade do ser no não-ser, através do qual maquiamos em mal-disfarçada caricatura que a câmara, imitando o olho, vê, enquadra e proclama tudo aquilo que, aparentemente, constitui a silenciosa superfície das coisas?! Pois, se as coisas são vistas pela câmara ou pelo olho, deve-se ao acréscimo hibridizante da luz, que, mostrando, está, na verdade, escondendo. É quando nos vem em socorro a arte e uma certa conexão pode ser estabelecida entre objeto e sujeito, naquilo que se costuma chamar de conhecimento.

- Jorge Pi

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Perdoare

"Perdoare": DOAR DE SI! É preciso ser forte para doar de si. O apego ao que achamos que somos nos atravanca a possibilidade de sermos livres, inclusive de nós mesmos! Ser Senhor de Si, pressupõem o saber se despojar do orgulho e da vaidade... Orgulho por se julgar insubstituível e vaidade por não arredar o pé da ilusão de que o mundo existe para nos servir... Somos Servos, apenas. Sirvamos o Amor Verdadeiro, no banquete da Vida! Saiamos de nós e nos sintamos tais quais somos: pontinhos de luz, na noite do mundo! Sejamos luz, alimentados pela Luz Maior de Deus Todo Poderoso, a nos insuflar Força Vital no mais profundo do nosso miserabilíssimo coração!

- Jorge Pi

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Escândalo...

Toque num toque dum toque que toca. Toca bem fundo, infindo, surfando a felicidade de amar de verdade! Amar, combinando, cuidando, curtindo... Amar, namorando, flertando os sentidos. Sentidos dispostos a amar, sem demora! Demorando, apenas, no amar a demora de amar de mansinho a demora no amar!

- Jorge Pi

Vazio...

"É sempre bom", mesmo, "lembrar": tomar ar puro é sempre bom, que apuros são inevitáveis... Mas, viver prescinde leve estar, no levitar do cheio-vazio do transcorrer do transmutar...

- Jorge Pi



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Ser o Mano

Ser Humano... Ser o mano, em fraterna idade. Mano e humano, imune à imundície do desumano modo ter de existir. Desistir de julgar: escutar: compreender: ajudar: Amar! Amarrar os cadarços do ignorar: levantar: decidir caminhar: percorrer o Caminho: cultivar a Verdade: optar pela Vida! Vir da Vida: Viver! Vir Verdade: Crescer! Ser Caminho: Dizer: "Vinde a Mim"! Enternecer, em terno Ser. Interno, Ser: Eterno, SER!

- Jorge Pi

Uno e Verso

Universo: Uno e Verso. Versa a Unidade. Humanidade respinga na Terra, mas vem das Estrelas! Nós somos sóis diminutos e incomensuráveis. Brilhemos, soisinhos! Sozinhos?! Jamais! 😉

- Jorge Pi

Árvore-dádiva!

Árvore da Vida!
Dá-nos da Vida, Árvore-dádiva!
Arvore-se em nos dar dádiva-viva, no Ar!
Sopro "Agá"...
Gutural Sopro "H",
Agrada-nos saber que o Retorno à Unidade Primordial
Está num abraço de amor entre o belo Noivo-dia
E a linda Noiva-noite!

- Jorge Pi

Enquanto...

Enquanto não permitirmos ao nosso Eu Verdadeiro tomar as rédeas de todas as nossas ações, nosso "eu pigmeu" continuará "fazendo a festa"... E este último não tem a menor noção dos compromissos firmados entre nosso Eu Maior e a Existência. Cabe-nos, num ponto médio entre o nosso Eu Interior e o nosso Eu Exterior (que é o que pensamos ser), decidir ouvir a Silente Voz Que Vem de Dentro e nos tornarmos verdadeiros Instrumentos da Paz do Mestre, permitindo-nos ser a mais linda expressão de nossa própria missão na vida.

- Jorge Pi

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Ar-te

Arte pressupõe contra-p'arte:
Artista que gera e quem quer que ad'mire!
Porém, não é arte, pra quem só rep'arte.
À p'arte, seja arte, apesar dum desc'arte...
Mas... arte que é arte resiste e persiste,
Apesar dos pes'arts!

- Jorge Pi

Livro-Crivo

Folhas-folhas folheadas,
folheando-nos a inusitada noção
que nos escapa ao folhear
as folhas-páginas paginadas,
do livro-crivo da Vida!

- Jorge Pi

Pedra-Ser

Pedra sobre pedra.
Pedra sob pedra.
Pedra, sobre pedra: pedra, sobre, pedra!
Pedrada na pedra e não sobrará pedra, sobre pedra!
Sobre pedra, dá muito o que dizer...
Pedra, pedra!!!...
Em pedra, algo empedra....
Água em pedra: alga em pedra!
Que empedrar é pedra-ser!

- Jorge Pi

terça-feira, 30 de maio de 2017

Ele...

Uma vez sonhei que adentrei num recinto, como que uma velha casa vazia... Em um dos cômodos, deparei-me com alguém sentado em uma cadeira... Uma sala vazia, contendo apenas uma mesa, uma cadeira e um homem sentado nela, debruçado sobre a mesa e uma "cúpula energética" envolvendo a sua cabeça... Ele estava sentado de costas, do meu ponto de vista. De repente... Levanta-se, vira-se para mim, sorri e leva o seu dedo indicador direito aos seus lábios fechados... Então, compreendi! Ele "falou" comigo, através do "silêncio"... Guardo comigo este tesouro. Hei de sempre tê-lo em minha mente e meu coração. Ah! "Ele" era Albert Einstein...

- Jorge Pi


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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Grátis

Grátis. Gratuita, deve ser a Gratidão! Gratuidade é saudade do porvir que foi, um dia... É Oroboro. É Ouro Puro... Gratidão por tudo e nada! Gratidão, por gratidão. Gratidão agradecida é refletir a Gratidão. Gratidão: Reflexão: Conexão: Compreensão! Compreender é ser mui grato, que não ser grato é perdição... Perder-se: ação de se perder, sem ser ação, mas, negação. Negar que é ação, a não-ação: reverberar ingratidão.

- Jorge Pi

terça-feira, 23 de maio de 2017

Quem Ama, Liberta!

No fundo, o que todos nós necessitamos é de amizade verdadeira, leal...
Nossa ânsia por construir relacionamentos amorosos é completamente anti-natural e estressantemente inoportuna.
Instauremos a oportunidade de estar em paz conosco mesmos!
A felicidade não deve ser buscada a dois, mas pessoas felizes consigo mesmas são ótimas candidatas a partilharem​ a felicidade pessoal...
Tenhamos consciência de que esperar de quem quer que seja uma reciprocidade é, no mínimo, uma enorme insensatez.
Quando amarmos, amemos e pronto! Sem exigir um retorno despropositado... Senão, não será amor, mas possessividade doentia.
Pois, quem ama, liberta! Que é na liberdade que o amor acontece. E se não acontecer, simplesmente, é porque não é amor, mas, como zilhões de tantos por aí, tão-somente um mísero contrato de mútuas obrigações.
Mas, o amor verdadeiro não obriga e nunca se obriga a nada! É apenas um alimento na mesa farta do amar... E, quanto mais nos alimentamos de amor, mais e mais o amor se nos entrega como nutriente à nossa vida, como razão de ser do nosso existir, completamente de graça e num padrão genuinamente verdadeiro!

- Jorge Pi

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Capelinha

Créditos: Vicente José

Capelinha, capelinha, quer ser linda igrejinha!
Pobrezinha, pobrezinha, do reboco descascado,
Quanta teima, quanta teima
Em dar sombra, em sol que queima.
Sol que queima, sol que queima
E ilumina a capelinha,
Nunca, nunca nos permita ignorar tal belezinha!

- Jorge Pi



quarta-feira, 17 de maio de 2017

Fruto

O homem é fruto do trabalho do Homem. O Homem é fruto do trabalho da vida. A vida é fruto do trabalho da Vida. A vida do homem é repleta de Vida. O trabalho e a vida são completos, no homem. No Homem, por certo, há trabalho e há vida... E o fruto é completo e repleto de Vida! Assim, a Vida trabalha, no Homem; o homem trabalha, na vida; trabalho, trabalha o trabalho; o fruto, mata a fome do homem.

- Jorge Pi

A vida

A vida é um livro sagrado. A cada página virada, se bem lida e sabiamente assimilada, somos agraciados com esclarecimento e perspicácia. A cada capítulo concluído, uma nova pessoa nos tornamos. A cada etapa revelada do enredo, um novo tempo se nos dá a conhecer. Depende, apenas, de nossa plena atenção e de uma sutil dose de boa vontade para que o propósito de tudo que vivenciamos nos seja, então, anunciado: "sois mais do que sabes... Sê mais o que és!"...

- Jorge Pi

A Boa Música

Música... Música... (A Boa Música!) Que seria de nós, sem você?! Que seriam de nossos silêncios, sem os braços da música?! Música... Musa... Muda nosso lado sombrio de posição e o põe frente a frente com a Luz Maior que há em nosso ser... Como é bom ouvir vozes harmoniosas! Elas se instauram, melodiosas, em nossos jeitos de nos conectar com o Divino que se espraia em nosso Grande Além de Dentro!

- Jorge Pi

Literatura

Liter, atura o desejo por literatura!
Liter, Liter!
Atura e deseja, tu, também!
Literal mente, não dura: atura.
À altura de tantos quais tenham cultura,
Façamos leitura, leitura, leitura...
Lei dura prescreve; leitura nos cura!

- Jorge Pi

Balaio

Desmaio em maio...
Num raio, caio.
E, tonto, saio, vendo em soslaio:
Miado-gato em um balaio! 🙂

- Jorge Pi

Canguru

Canguru, cão-guru...
Tão guru, na bolsinha...
Mamãe vai e me leva!
Leve: caibo em sua bolsa...
Leve-me, cuide-me, proteja-me!
Mundo-bolsa-porão,
Por-me-á, permeando-me,
Em contato com o chão!
Chão-guru, bolsa-nova!
Bossa: nova canção!

- Jorge Pi

Apenas...

Vale, apenas, a pena não valer; pois, se valer a pena, apenas a pena valerá e, há penas demais, no valer a pena; pois, penar é pena, por demais, e, penosa, a vida que vale a pena... Pena de quem tem pena! Pena pra quem tem pena! Ave (vês), tida, há penas! Vestir de penas filhote-ave, sim, vale a pena! Mas, verter em penas pele de gente, não vale... Apenas mente, quem diz que vale! Nu, vale a pena?! Não vale... Apenas vale, se vale, apenas!

- Jorge Pi

quinta-feira, 4 de maio de 2017

A Palavra...

A Palavra É Suave! De uma suavidade doce e edificante. É Fogo que não arde, mas queima o fogo do ego e da vaidade. Feliz aquele que serve à Palavra! O Espírito Santo de Deus Habita em seu coração. Um Sopro Suave o Refrigera. Uma Aura Angélica o Protege, sempre. E, aqueles que o escutam com "ouvidos de ouvir", verão claramente a Ação do Poder de Deus, com seus "olhos de ver"! E um leve vislumbre do Paraíso os conduzirá à Graça. E a Graça os acompanhará, por todos os dias de suas vidas!

- Jorge Pi

Ah, Morte!

A morte vem e nos rouba...
Não! Ela não vem e nos rouba... Rapta-nos a ilusória compreensão de que possuímos algo. E não possuímos nada! Ao menos, nada daquilo que a morte vem e nos rouba. Nada daquilo que a morte nos subtrai, pertence a nós, em verdade. Pois, se fôssemos seus donos de verdade, a morte não viria e não nos tomaria, inapelavelmente.
A morte, no entanto, não "vem"... Nunca vem! Ela sempre está circunscrita nos meandros, à espreita... Então, chega o tempo do bote e nos embota a tola pretensão de possuirmos alguma coisa, alguém, alguma circunstância que pode estar manifesta em uma fração de tempo ou ter o simulacro de Eternidade...
A morte é dona de tudo! Ela é o grande nada que se alimenta do seu reflexo existencial... Sendo, ele próprio, a morte mesma, disfarçada naquilo que não nos causa a menor suspeita: tudo!
Nada é tudo, em seu desdobramento último, tanto que não há nada que não se encontre em tudo!
Aliás, a morte é a própria vida, em seu caminhar reverso, em sua tecitura lúgubre, em seu retumbar estanque!
De resto, o amor, que é o silêncio que ressoa e brinca, enquanto a vida rodopia, simulando a morte, celebrando a vida, sempre num roteiro incerto, que é sua forma certa de nos fascinar a alma.

- Jorge Pi

Tributo a Belchior

Belchior fala... E, em sua fala, vai debulhando um Belchior tão intimamente distante de uma enlatada caricatura de um Belchior apenas "rapaz latino-americano sem dinheiro no banco e vindo do interior...". Pois, justamente, sua riqueza maior está contabilizada em sua formação interiorana que o universaliza e o entrega de mão beijada a um mundo individualista que elege, equivocadamente, o "ter" em vez do "ser"... Resta-nos a certeza de ele ter sido um bom combatente no maior de todos os combates: a Vida!

- Jorge Pi


Durante a trabalhosa tentativa de emplacar seu primeiro LP, umas das várias aparições de Belchior foi no programa intimista "MPB Especial", da TV Cultura, em...
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E ele era "apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no bolso"... Mas, sempre o tomei como um Príncipe da mais nobre estirpe da MPB. Um astro de primeiríssima​ grandeza. Um arauto da fina flor da sensibilidade musical e da sagacidade intelecto-cultural de um tão negado Brasil Verdadeiro!

-Jorge Pi



1. APENAS UM RAPAZ LATINO-AMERICANO 2. COMO NOSSOS PAIS 3. DIVINA COMÉDIA HUMANA 4. BEIJO MOLHADO 5. FOTOGRAFIA 3X4 6. GALOS . 1. APENAS UM RAPAZ LATINO-AMER...
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Luz e Mistério

Luz é mistério revelado e mistério é luz velada...
Riso sério é um amplexo de amor entre ambos.


- Jorge Pi


terça-feira, 18 de abril de 2017

Antes...

Antes, termos a coragem de olhar, face a face, nosso vazio interior do que termos a ingênua ilusão de acharmos estar repletos de nada...

- Jorge Pi

Para quê?!

Para quê respiro? Para quê vejo? Para quê ouço? Para quê penso? Para quê sinto? Para quê aprendo? Para quê amo? Para quê testemunho? Para quê questiono? Para quê escolho? Para quê determino? Para quê almejo? Para quê converso? Para quê calo? Para quê ardo? Para quê glorifico? Para quê rebento? Para quê modifico? Para quê me alimento? Para quê me abstenho? Para quê faço? Para quê desfaço? Para quê dobro? Para quê amasso? Para quê beijo? Para quê abraço? Para quê nasço? Para quê vivo? Para quê morro?... Responder, não preciso! Responder, para quê?! Perguntar é o "quê" da questão! Silenciar pra compreender...

- Jorge Pi

Até pensamos...

Um mil e novecentos e sessenta e oito... Aí, no ano em que nasci, cinco cravos torpes e medonhos, presos à carne de um sonho de Brasilidade a perseguir, tangia-nos para longe de um bosque que, separado de nós por um muro, privava-nos daquela doce e singela donzela: a Democracia. Restando-nos o insaciante saborear da maçã de um desejo de, um dia, quem sabe, viéssemos a lhe beijar os lábios e até pensar que fosse nossa...
- Jorge Pi

Até Pensei Chico Buarque Junto à minha rua havia um bosque Que um muro alto proibia Lá todo balão caia, toda maçã nascia E o dono do bosque nem via Do…
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Maturidade

Maturidade... A isto, todos almejamos...
Mas, o que é maturidade?
Maturidade não tem nada a ver com idade. Tem, sim, com s-e-r-e-n-i-d-a-d-e!
Serenar é maturar!
Matura-se quando, em dado tempo de um percurso, de repente, vislumbra-se, numa visão de conjunto, o todo de um esquema que, até então, estava fragmentado.
Então, serena-se!
E a completude pousa e se instaura e se satisfaz e nos plenifica, integralmente.
Mas, apesar de que após toda tempestade vem a bonança, a vida segue, no entanto... Meandros soltos... Consciência amarrada... Aprendizado anotado, partir em busca de mais aprender... E nos desprendemos da plenitude... E nos pomos, outra vez, a andar...
Passos e des-passos se apossam de nossa lida...
Lida de des-tinos: ser, em nada... Nada ser...
E, do nada, em toda a via: maturar, por serenar, pra florescer!

- Jorge Pi

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Um Perigo

A vida é um perigo: repleta de facas, no ar. Um perigo cortante e recorrente, desses que se nos atazana a ofegante vontade de viver em meio a uma perene chuva de cortantes facas que nos fragmentam em muitos pedaços de nós... Mas, nós, despedaçados, damos-nos as mãos e persistimos com o ímpeto de sermos um só; tão dissimuladamente que, por vezes, temos a impressão de constituirmos uma inteireza utopicamente desejada; malgrado, aqui e ali, a lucidez se nos apresente, separando as mãos, desfazendo a unidade...

- Jorge Pi

terça-feira, 28 de março de 2017

Entre Loucura e Santidade

Nos limites entre a sanidade e aquilo que nos apressamos em denominar de loucura, há uma instância na qual se pode vivenciar a 'divina desventura' de se ser d e m a s i a a a a d o, tão-somente em não nos conformarmos à medida e aos padrões pré-estabelecidos do miserabilíssimo e comum senso de não se dar vez ao belo e à harmonia naquilo que seja humanamente realizável... Como se o Humano em nós estivesse meramente circunscrito a uma trivialidade desprovida de alma e profundidade... Há mais força e poder num leve abrir e fechar de pálpebras do que possa presumir a pseuda práxis daqueles que se esquivam à aventura de ser, na plenitude do existir, do pensar com método e do perceber, em atualidade, a realidade do aqui e agora, em sintonia com a Humanidade, em histórica e persistente construção, destruição e reconstrução contínuas...

- Jorge Pi

Convenção

Entre a poética, o poeta e 'aquele qualquer aquilo' objeto do poetar, há uma insuspeita, inusitada e, no entanto, intrínseca e evidentemente intuída teia de uma misteriosa matéria que se convenciona denominar poesia...

- Jorge Pi